Vamos nos Aquecer pro Livro?

Boa tarde!

Como hoje tenho muita coisa pra fazer, resolvi reciclar um post muito antigo do meu blog antes do reboot, mas ainda contém informações bem valiosas pra quem trabalha com cor!

O que acontece? A maioria das pessoas que começa a trabalhar com o Photoshop, escolhem usar as ferramentas BURN e DODGE pra escurecer e clarear as cores de base pra fazer a luz e sombra na hora de colorir uma ilustração. Eu também fazia isso quando comecei a colorir. SÓ QUE FAZER ISSO É MUITO ERRADO!

Em primeiro lugar, porque é preguiça de escolher cores de luz e sombra.

Em segundo lugar, essas ferramentas não funcionam em todas as cores. Usar o dodge em cores beges e vermelhas é um desastre! Puxa pro rosa e fica uma luz desbotada e sem vida. E o burn, CREDO! Acrescenta tanto K na mistura de cor que quando o trabalho é impresso parece que alguém apagou um cigarro no desenho.

O K não é cor para ser utilizada em uma mistura. Devemos evitar ela ao máximo, pois a maioria das pessoas não entende o porquê do trabalho impresso parecer tão diferente do que está na tela e muitas vezes o responsável por isso é o K. Eu só uso K na linha de desenho, as outras cores que utilizo nunca tem K. NUNCA!

NÃO AO BURN E DODGE! CHEGA DESSAS MULETAS!

Eu aprendi a escolher as cores na janela de cor, e vou dar mais detalhes disso no meu livro. Aliás, foi essa questão de “fabricar” as cores que me inspirou a fazer esse livro, pois é algo tão extenso de teorizar que não caberia em um post (por falar em meu livro não esqueçam que as contribuições no Catarse continuam até 12 de julho, é só clicar AQUI para mais detalhes. Já chegamos a 51% da meta).

A janela de cores do Photoshop é muito simples. Basta mover as setas de um lado para o outro para misturar as cores. Para clarear uma cor, é só mover a seta para a esquerda. Para escurecer é  só mover para a direita.

Outra dica interessante para escurecer a cor é primeiro reparar na sua soma de cores: Se a cor tem maior percentagem de magenta e amarelo, é só acrescentar ciano e a cor vai escurecer, se ela tem mais ciano e amarelo, é só somar mais magenta, e assim por diante. Se for só uma cor pura, tipo o amarelo, é só somar magenta e ciano na mesma medida, assim vai. É só tomar cuidado pra não deixar a terceira cor ter mais percentagem do que as demais.

Espero que gostem! Beijos!

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4 thoughts

  1. Oi Cris!
    Embora meu interesse por cores seja voltado para trabalhos de design gráfico e não para colorização, achei o post muito útil. Só fiquei com uma dúvida na questão de evitar a utilização de K na mistura de cores: essa recomendação seria voltada apenas para detalhes de luz e sombra ou também para maiores preenchimentos como cores de base?

    Pergunto isso porque vi que em dois casos do teu exemplo, o resultado da mistura sem a utilização do K era praticamente um preto composto por CMY. Em uma grande área de impressão, essa quantidade de tinta não poderia “emplastar” demais a mistura? Óbvio que isso seria um caso muito relativo ao tipo de impressão e o tipo de papel (e talvez nem seja um problema para o teu trabalho). Mas existe alguma “margem de segurança” na mistura de cores para saber até que ponto é melhor deixar o K “de fora”?

    Há uns 7 ou 8 anos atrás me lembro de ter visto uma recomendação para evitar misturas de cores na qual a soma não ultrapassasse uma certa porcentagem de tinta (se não me falha a memória, a soma total era algo em torno de 260%). Não sei se isso está um pouco defasado (ou se algum dia teve alguma validade real), mas fica aí compartilhada a dúvida.

    Só no aguardo do livro 🙂

    • Oi, Gabriel!! O que posso dizer em relação ao K em QUALQUER mistura de cor é que ele normalmente suja e perdemos o controle de como vai sair a impressão. Seja ela cor de base ou como sombra. O que acontece normalmente (e isso acontece igual em tintas de pintura artesanal) é que o preto transforma cores como o vermelho em marrom, por exemplo. Hoje em dia acho que o próprio Photoshop e as próprias impressoras estão começando a interpretar as cores como elas são mostradas na tela, mas acho sempre bom evitar porque o K é uma cor da acabamento, não de mistura. Ela só está somada ao CMY pq a soma das 3 cores não dá um preto muito bonito 😛

      Pra escurecer a cor pra qualquer coisa é sempre mais indicado usar a complementar do que o K.

      Quanto a recomendação dos 260%, também ouvi falar disso. Mas acho que depende muito do método de impressão, gramatura/tipo da folha, etc.

      Valeus! 😀

  2. Oi, Cris!

    Achei muito legal seu projeto, vou criar uma conta pra ajudar a financiar! =)

    Então, hoje mesmo eu vi um tutorial sobre usar as cores HSB (Hue, Saturation, Brightness) porque é mais intuitivo que o CMYK e o RGB. O que você acha?
    Vai falar sobre esse processo no livro?

    Também gostaria de ver digas sobre o preview das cores no photoshop. Eu costumo trabalhar com o preview ativado, mas sempre trabalhando em modo RGB, não sei se é o mais adequando, mas foi assim que aprendi.

    Obrigada e sucesso no projeto!

    • Oi Isis! Obrigada!

      Quanto ao tutorial HSB, acho que ele é um grande aliado para APRENDERMOS a usar o CMYK. Acredito que mexer com tintas é essencial pra aprendermos a combinar cores sem precisar de muletas. Com certeza abordarei esses assuntos no meu livro.

      Desconfio que seu trabalho maior é com fotos, por isso questões de tintas muitas vezes podem se confundir com o RGB. A diagramadora do livro também é fotógrafa e acredito que vamos dedicar algumas explicações para áreas específicas 😉

      beijos!

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